
Introdução: Problema de pesquisa: Quais são os possíveis tratamentos em desenvolvimento contra Monkeypox? A origem da nomenclatura Monkeypox ocorreu devido ao seu isolamento na Dinamarca em 1958, no entanto, mesmo que o hospedeiro natural do vírus da Monkeypox sejam os macacos, esse também pode infectar esquilos de corda, esquilos de árvore, ratos gambianos e arganazes (RIZK, John G. et al.2022). O primeiro caso em humanos ocorreu em 1970 no Zaire (atual República Democrática do Congo). A Monkeypox é uma doença zoonótica, considerada autolimitada e sistêmica, que cursa com erupção cutânea característica precedida por sintomas prodrômicos leves como febre, linfadenopatia, calafrios, e sintomas semelhantes aos da gripe. (Isaacs e Mitjà, 2022) (RIZK, John G. et al.2022). Essa doença tem como agente etiológico um vírus de DNA, que pertence à família Poxviridae, subfamília Chordopoxvirinae e gênero Orthopoxvirus.(Bunge. et al, 2022). Desde a erradicação da varíola humana em 1970, ocorreu a interrupção das campanhas de vacinação contra a varíola. Assim, as pessoas com idade inferior a 50 anos, por não terem sido vacinadas contra a varíola humana, estão mais vulneráveis a serem infectados pela Monkeypox. Por outro lado, os indivíduos com idade superior a 50 anos são menos suscetíveis à infecção pelo vírus devido à imunidade cruzada que a vacina contra varíola humana confere (Kaller. et al, 2022). Em 2003, a patologia ganhou relevância devido ao primeiro surto nos Estados Unidos da América ligado a cães-da-pradaria de estimação infectados (Kaller. et al, 2022). Em 2017, foram notificados vários casos de Monkeypox em humanos com o maior surto na Nigéria, uma vez que o país não registrava nenhum caso há 39 anos. (ALAKUNLE, et al. 2020). Além disso, nos anos de 2018 e de 2019, vários casos de Monkeypox foram relatados em outras partes do mundo. (ALAKUNLE, et al. 2020). Em 2022, foram identificados 1.408 casos suspeitos e foram confirmadas 66 mortes no continente africano. Já na América do Sul, os dois primeiros casos foram relatados na Argentina em 2022 . No Brasil, em julho de 2022, foram identificados 8 casos suspeitos de Monkeypox (Ingra Morales et al, 2022). No que tange à transmissão do Monkeypox há quatro mecanismos principais. São eles: de animal para humano por meio de mordidas e arranhões; de humano para humano através de superfícies mucosas, do trato respiratório ou por fluidos corporais como por exemplo leite materno, sêmen e sangue até mesmo por falta de integridade da superfície da pele (OMS, 2022); pode ser também transplacentário através da transmissão vertical ou durante o contato próximo pós parto; bem como por meio de ambientes contaminados a partir de roupas ou lençóis que tenham partículas infecciosas. Sendo assim, os pacientes são classificados como infecciosos até que suas lesões apresentam crostas e a nova camada de pele se forme (AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA, 2022). Atualmente, não existe um plano terapêutico específico para a Monkeypox (Kaller. et al, 2022). Contudo, a vacina contra varíola, imunoglobulinas de vaccinia, cidofovir e tecovirimat (fármaco antirretroviral aprovado pela Agência Europeia de Medicamentos no ano de 2022) podem ser utilizados no tratamento da doença (Kaller. et al, 2022). Em pacientes com monkeypox, o uso de antirretrovirais se mostrou eficaz em ensaios clínicos randomizados. Alguns antirretrovirais testados foram o Tecovirimat, Brincidofovir, Cidofovir e NIOCH-14 (OMS, 2022). Devido ao estoque limitado de antirretrovirais, a OMS (2022) recomenda que o tratamento deve ser disponibilizado para aqueles em risco de desenvolver ou que já desenvolveram a forma severa da doença. O uso ótimo de antirretrovirais, inclusive como profilaxia pós-exposição (PEP), ainda precisa ser repensado quando houver mais informações (OMS, 2022). Outra possível opção de tratamento é a imunoglobulina de vaccinia (VIG), um composto de anticorpos de indivíduos inoculados com a varíola de vaccinia. Entretanto, não se sabe se a pessoa exposta ao monkeypox ou com infecção severa se beneficiaria do VIG (OMS, 2022). A OMS sugere que a diminuição das restrições da COVID pode ter contribuído para o aumento do número de casos. “As pessoas estão aproveitando a remoção das restrições do COVID para sair mais e participar de eventos. Há mais contato humano ou aglomerações maiores de pessoas levando a uma transmissão facilitada desta doença”, acrescentou Briand. Ela, no entanto, pediu mais pesquisas para identificar os fatores que impulsionam o surto e identificar o reservatório animal da doença para que medidas de prevenção adequadas possam ser introduzidas. Justificativa: O Monkeypox é uma doença que tem emergido com muita importância. Seus casos, por todo mundo, tem crescido, incluindo no Brasil. Como não há ainda muito conhecimento a respeito de sua fisiopatologia, a expertise médica para o adequado tratamento fica prejudicada. Assim, esse trabalho tem como objetivo elucidar quais são os possíveis tratamentos em desenvolvimento e aprovados, seus possíveis benefícios e efeitos colaterais. também serão estudadas as recomendações atuais da Organização Mundial de Saúde (OMS) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) contra Monkeypox. Objetivo Geral: Este trabalho visa abordar as formas de tratamentos do monkeypox, seus possíveis benefícios e efeitos colaterais Hipótese: os tratamentos propostos para o monkeypox podem ter benefícios, mas também sérios efeitos colaterais que devem ser pesquisados.
Show LessBrasil, M., Evangelista, M., Loesch , M., Restivo, E., Maschwitz, A. & Silva, V. (2022). Tratamento do Monkeypox [version 1]. Evidence-Based Medicine at Unieuro (EBMU).
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