
O Papilomavírus Humano (HPV) é um vírus de DNA de fita dupla não envelopado, altamente carcinogênico, que infecta o epitélio escamoso e pode causar diversos tipos de lesões de pele e mucosas na região anogenital. Nesse contexto, existem diversos tipos de HPV de alto e baixo risco e são classificados de acordo com seu potencial carcinogênico. Os grupos de baixo risco incluem os tipos 6 e 11 e geralmente são responsáveis por lesões benignas e intraepiteliais escamosas de baixo grau. Por outro lado, os grupos de alto risco, como 16 e 18, também conhecidos como os tipos oncogênicos, foram frequentemente associados a lesões de alto risco, como o câncer. Desse modo, a imunização contra o vírus foi implementada no Brasil em 2014, no Programa Nacional de Imunizações (PNI), e a inclusão das populações-alvo ocorreu de forma gradual. A OMS recomenda o uso da vacina tetravalente contra o Papilomavírus Humano antes do início da vida sexual, principalmente para meninas entre 9 e 14 anos, com intervalo de 6 meses entre a primeira e a segunda dose. Essa vacina proporciona imunogenicidade e eficácia contra o câncer do colo do útero. Recomenda-se um intervalo de 12 a 15 meses para completar o esquema vacinal antes de iniciar a atividade sexual. Além disso, em 2017, a vacinação passou a abranger meninos de 11 a 14 anos. No entanto, desde a implementação da vacina, comentários tendenciosos nas redes de comunicação têm contribuído para a não adesão de muitos adolescentes ao plano vacinal, principalmente no que tange à segunda dose do imunizante. Essa problemática desencadeia um aumento do desenvolvimento de câncer cervical nas futuras mulheres adultas.
Show LessVIEIRA COSTA MOTA , C., Diniz Bonfim Coutinho, A., Fletcher da Rosa, A., Cristina Ferreira Almeida , D., Virgínia de Abreu, I., de Paula Pierri , I., Alves Gomes, L. & Augusto de Sousa Nascimento , A. (2022). Vírus HPV: cobertura vacinal na população brasiliense. [version 1; peer review: 1 accepted] [preprint]. Evidence-Based Medicine at Unieuro (EBMU).